O tema sustentabilidade segue em pauta nas empresas, porém algumas medidas estão gerando novos problemas que minimizam os ganhos “verdes”. O uso do papel reciclado é uma alternativa que não teve a adesão esperada. Gostaria de compartilhar com vocês a análise do especialista Alessandro Alves onde podemos verificar os principais motivos desta alternativa não ter se disseminado conforme o esperado.

(1)   Qualidade da apresentação – a falta de contraste entre as letras e o fundo branco compromete a clareza e a leitura do documento. Estima-se que a leitura é comprometida em cerca de 70%. Alguns setores “proíbem o uso de papel reciclado”, tais como jurídico, RH, segmento médico etc..

(2)   Tamanho das imagens digitalizadas – para garantir a qualidade da imagem, é necessária uma resolução maior, o que pode gerar um arquivo até 20 vezes mais pesado que um arquivo em P/B normal. O tráfego desta imagem exige mais banda para a consulta do documento, além do storage ser maior.

(3)   OCR comprometido – o PDF pesquisável é um tipo de arquivo amplamente adotado na digitalização para minimizar a indexação e permitir a busca full text (dentro do documento). A assertividade do OCR é bastante impactada, praticamente inviabilizando o uso deste recurso em papéis reciclados.

(4)   Mais consumíveis – a reprodução deste tipo de papel utiliza muito mais consumíveis – estima-se que cerca de 60% a mais de tonner – na reprodução do documento.

(5)   Mais manutenção – a gramatura e o fato do papel reciclado ser mais áspero, soltando mais sujidade, aumenta o custo de manutenção de scanners e impressoras. Comprovadamente este tipo de papel “atola” mais no equipamento.

Segundo o especialista a disseminação de algumas práticas tende a resultar em atitudes mais verdes do que o uso do papel reciclado, são elas:

  • Uso de ferramentas de ECM/GED.
  • Conscientização na hora de impressão.
  • Adoção de políticas de impressão.
  • Utilização de papéis virgens certificados.