O mercado de guarda externa segue movimentado. Rumores no segmento apontam que grande parte das empresas do setor enfrenta problemas de caixa. Redução de equipe e troca de galpões por lugares mais baratos (e distantes) é a receita mais comum neste cenário desfavorável.
Com isto, os clientes também tem migrado de fornecedor na esperança que a nova guarda apresente um serviço melhor. Temo que este esforço seja em vão. O negócio é baseado em capital humano e com a qualidade da mão de obra nacional, não podemos esperar grandes melhoras.
Cientes disto, algumas empresas de guarda externa iniciam um movimento para se afastar dos serviços de BPO, justamente pela dificuldade de manter a qualidade nos processos. Preferem se limitar ao serviço de guarda de caixa que apesar de “commoditizada” é mais fácil de implantar controles.
Se esta tendência se generalizar, as empresas terão que reforçar o controle das caixas armazenadas externamente, com profissionais dedicados exclusivamente para inventariar o conteúdo das caixas permitindo a rastreabilidade acurada da documentação.