Estudo divulgado pela Febraban sobre as razões para o grande spread financeiro praticado no Brasil destaca a insuficiência das informações de crédito e o nível reduzido da digitalização dos processos. A insuficiência das informações é justificada pelo fato dos bureaus de crédito disponibilizarem dados de 79% da população adulta (contra 100% dos demais países), além da pouca efetividade do cadastro positivo. Segundo o estudo a expectativa é que com o uso compartilhado das informações pessoais do crédito, a inadimplência possa ser reduzida em até 60%, passando de 4,5% para 1,8% da carteira total. O que impactaria positivamente no custo do spread bancário.

O estudo ressalta que “o potencial de digitalização dos processos e atendimentos ainda é pouco explorado, quando comparado com países desenvolvidos, por restrições regulatórias”. Abre-se uma grande janela de oportunidade para as instituições se mobilizarem pela virtualização de alguns processos que possam reduzir estes custos, contribuindo também na redução dos spreads.

Este é o ponto que nos interessa. Ao virtualizar os processos os documentos oficiais passam a ser eletrônicos exigindo um padrão em seu tratamento. Com isto, o sistema de gestão eletrônica de documentos (GED/ECM) passa a ser um sistema crítico, na mesma categoria dos ERPS.

O estudo detalhado está disponível no site da Febraban, confira.